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quarta-feira, 25 de julho de 2012

hemácias e leucócitos

hemácias

Os 
eritrócitos, também designados como hemácias ou glóbulos vermelhos dão a cor vermelha característica do sangue.  Isso ocorre porque eles contêm um pigmento vermelho, denominado hemoglobina. E, como os eritrócitos estão presentes no sangue em muito maior quantidade que as outras células, incolores, todo o sangue parece ser vermelho.
Só para ter uma idéia do volume de glóbulos vermelhos existentes no sangue, basta dizer que em 1mm³ desse líquido, o que equivale a mais ou menos uma gota, pode-se encontrar, em um homem adulto, cerca de 5,5 milhões dessas células, o que corresponde a 45% do volume de sangue. Em mulheres adultas esse valor é reduzido, cerca de 4,85 milhões de células por mm³.
As hemácias vivem em nosso organismo por até 120 dias. Isso significa que no decorrer de uma vida são produzidas e destruídas uma infinidade de eritrócitos, sendo que, a cada dia que passa morrem em média 20 mil hemácias por milímetro cúbico de sangue. Em sua fase terminal, a maioria dessas células estão localizadas no baço, órgão situado no lado esquerdo do abdomen, um pouco abaixo das costelas.
É na medula vermelha dos ossos longos que os novos glóbulos vermelhos são produzidos. Nesses verdadeiros “berçários” de células sanguíneas podemos encontrar hemácias em diferentes estágios de maturação, todas elas descendentes dos hemocitoblastos (células-mãe).
A divisão celular simples dessas células-mãe origina novos hemocitoblastos. Aos poucos, essas células começam a se diferenciar. Seu núcleo vai reduzindo de tamanho e em seu citoplasma vão aparecendo cada vez mais moléculas de hemoglobina.  Quando os hemocitoblasmos chegam a essa fase, chamamo-os de eritroblastos. O processo dediferenciação celular dá sequência nos eritroblastos, que se transformam em células globulares, sem núcleo e com a cor vermelha, devido a grande quantidade de moléculas de hemoglobina presentes.
Os eritrócitos contém água, hemoglobina, íons, enzimas e glicose, sendo que a hemoglobina é o componente essencial e representa um terço do seu peso.  A função do eritrócito é apenas a de assegurar a manutenção do estado funcional da hemoglobina, sendo o pigmento respiratório que tem por função transportar oxigênio e a parte do gás carbônico no sangue.
Nos sangue de diversos animais também contêm hemácias em grandes quantidades. Porém nem sempre elas possuem o aspecto de pequenos discos bicôncavos como a dos seres humanos. Por exemplo, em anfíbiosaves, peixes e répteis, as hemácias são ovais (elipsóides).  Nos mamíferos, exceto o camelo e seus parentes, as hemácias são circulares e,  não possuem núcleo.
Uma curiosidade é que em seres vivos de dimensões corporais tão diferentes, como o homem e o elefante, o tamanho destas células vermelhas é praticamente igual. Em seres vivos pequenos, como certas salamandras e rãs, o tamanho das hemácias chega a ser dez vezes maior que o das hemácias de seres vivos de grande porte, como do elefante.

Eritrócitos em Altas altitudes

Humanos que vivem há muito tempo em lugares altos, superiores a 2.500 metros em relação ao nível do mar,  possuem muito mais hemácias do que pessoas que vivem abaixo deste nível. São encontrados eritrócitos nesses indivíduos em cerca de 60% a 65% do volume sanguíneo, o que garante 30% a mais de oxigênio no sangue. Assim eles superam as dificuldades impostas pela escassez de ar atmosférico nos locais onde vivem.
Pessoas que habitam normalmente regiões de pouca altitude, quando resolvem por exemplo escalar montanhas altas, tendem a sentir falta de ar e também queda do rendimento físico ao chegar a certas alturas. Isso ocorre porque quanto mais alto subimos em relação ao nível do mar, mais rarefeito se torna o ar atmosférico.
Para aumentarem a quantidade de hemácias existentes no sangue, muitos atletas preferem fazer alguns exercícios físicos em locais de altitudes elevadas. Quando chegam no dia da competição, geralmente em regiões de média ou baixa altitude, a vantagem desses atletas sobre os demais competidores é tamanha, pois eles se cansam menos e têm muito mais energia do que os outros, porque seu ”estoque” de oxigênio demora mais a acabar.
O curioso é que existe uma modalidade de “dopping natural” baseada nisso. Alguns esportistas recebem transfusões de glóbulos vermelhos, próximo ao dia da competição, que são retirados da sua própria circulação ao longo de vários meses.

Microcitose

A diminuição do tamanho dos eritrócitos é chamada de microcitose. Esta associada à deficiência de ferro, talassemias e anemias sideroblasticas.

Macrocitose

Denomina-se macrocitose o aumento de tamanho das hemácias ou eritrócitos na corrente sanguínea. É encontrada em casos onde existe deficiência de vitamina B12, folatos, em quimioterapias, doenças hepáticas, hipotireoidismo, mieloma e anemia aplastica.


glóbulos brancos ou leucócitos


Os leucócitos, ou glóbulos brancos são células nucleadas produzidas na medula óssea e encontradas no sangue, com formato esférico, tamanho e volume superiores às hemácias.

Sua função é proteger o organismo, de maneira imunitária, contra agentes patológicos causadores de doenças, utilizando para isso a produção de anticorpos.
Essa ação pode ser percebida através do aumento do tamanho de gânglios, sobretudo os localizados logo abaixo da pele, que revela a existência de infecções. O leucócito não é como as células normais do corpo, age como um organismo vivo independente e unicelular, com capacidade de locomoção e de capturar microrganismos por conta própria.
Em uma pessoa sadia o número oscila entre 5 e 11 mil leucócitos por ml de sangue, já em uma situação de resposta a processos infecciosos esta quantidade pode triplicar para poder atacar com eficácia os microrganismos invasores. A secreção amarelada (pus) que aparece em lesões nos tecidos, tem em sua composição uma grande massa de leucócitos juntamente a outros resíduos.
Isso acontece porque os leucócitos deixam a circulação sanguínea em direção ao tecido conjuntivo, que acompanha oscapilares, atraídos por quimiotaxia até as substâncias químicas liberadas pelos microorganismos. Esse fenômeno é conhecido como diapese.

Classificação

Os leucócitos são classificados de acordo com a granulosidade do citoplasma e a quantidade de lóbulos nucleares. Sendo assim, são divididos em dois grupos: granulócitos e agranulócitos.
Os granulócitos apresentam grânulos específicos em seu citoplasma e são classificados em três tipos, conforme a afinidade dos grânulos: neutrófiloseosinófilos e basófilos. Já os agranulóides podem ser monócitos e linfócitos.

Neutrófilos

neutrofiloSão os mais numerosos,cerca de 55 a 65% do total de leucócitos. As células mais jovens são conhecidas por “neutrófilos em bastonete”, devido ao núcleo não segmentado em forma de bastonete. Já os neutrólios mais velhos possuem o núcleo segmentado em lobos, em número que varia de dois a cinco, sendo denominados “neutrófilos segmentados”.
Os neutrófilos são móveis e fagocitários. São a primeira linha de defesa do organismo, já que são atraídos pela quimiotaxia até os microorganismos patogênicos, destruindo-os.

eosinofiloEosinófilos

Com núcleo bilobado e com o citoplasma preenchido por muitos grânulos róseos. Móveis e fagocitários, atuam nos organismos envolvidos por reações alérgicas. Os eosinófilos liberam a hidrocortizona, um hormônio que diminui essas reações alérgicas e a quantidade de eosinófilos no sangue.

basofiloBasófilos

Normalmente em pequeno número, cerca de 0,5% do total de leucócitos, possuem um núcleo irregular em forma de “S”. Os basófilos são móveis e fagocitários, possuem uma função desconhecida, que acredita-se ser a liberação da heparina no sangue, uma espécie de coagulante. Isso supostamente estaria ligado a processos alérgicos e inflamatórios.

Linfócitos

linfocitoPossuem um núcleo regular e que ocupa quase todo o volume da célula. Ativamente móveis, circulam sempre através do sangue, pelos linfonodosbaço e tecido conjuntivo. Sua função é garantir imunidade aos organismos.
Os linfócitos são classificados em “T” e “B”. Os linfócitos T possuem um ciclo de vida maior, podendo chegar a anos, formando-se na medula óssea e migrando posteriormente até o timo. Os linfócitos B vivem menos, algumas semanas, e também são formados na medula óssea e, quando estimulados, migram para o tecido conjuntivo, convertendo-se em plasmócitos, produtores de anticorpos.
Os linfócitos são responsáveis pelas respostas de base celulares, relacionadas à rejeição de enxertos. Alguns linfócitos, em contato com um antígeno, passam a fazer parte das células dememória imunológica.

Monócitos

monocito
Células grandes com núcleo na forma de rim ou ferradura. Ativamente móveis, os monócitos saem da circulação sanguinea para chegar ao tecido conjuntivo, tornando-se macrófagos. São ativos na fagocitose de microorganismos patogênicos.



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